Bagé / RS, Domingo, 16 de Junho de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

O que dá para rir, dá para chorar

É uma notícia interessante e que vem ao encontro da maioria dos brasileiros. Cantado em verso e prosa, o inchaço da máquina pública, nos três poderes, sempre foi atribuído à politicagem reinante a cada eleição. Os partidos que compõem a base do governo andam em busca das “tetas” que abrigarão seus cabos eleitorais. Outro dia, neste espaço, comentei a decisão do futuro governo em liberar três edifícios em Brasília, alugados por R$ 85 milhões, onde funcionavam Ministérios. Seis mil pessoas ali trabalhavam. Gostei da decisão porque sei, como muitos sabem, que um dos problemas do Brasil é o inchaço da máquina pública. Os partidos assumem compromissos com seus filiados e, ao assumir cargos-chaves nos governos, levam todo seu “time” para que nós, contribuintes, paguemos. No final de semana, li uma matéria que explica muito bem o que acontece com os cabides de empregos: “A tensão nos comissionados na Explanada dos Ministérios deve aumentar em doses lentas”. Olhem para os números: são 23, 100 mil ocupantes em cargos de livre nomeação. Isso quer dizer o político que assume um Ministério, nomeia quem ele quiser. Isso está sendo estudado a tal ponto que a decisão inicial é "não ocupar os cargos que ficarão vagos”. É claro, ao mesmo tempo que agrada a maioria da população, desagrada quem pode ficar sem emprego. Porém, o país não é uma instituição de assistência social. O temor maior, tenho certeza, é que esta decisão venha provar que estes cabos eleitorais não são necessários para a máquina funcionar. Alguns nem comparecem ao emprego. Eles estão a serviço do ministro que o nomeou e vivem viajando fazendo campanha política, com o dinheiro dos impostos pagos por nós. Aí me lembrei de um programa cômico, da década de 50, levado ao ar pela Rádio Nacional do Rio, que afirmava: “houve a maior revolução nos ministérios, quando o governo resolveu dispensar os funcionários que levavam cafezinho nos gabinetes”. Conto este fato para confirmar que o inchaço da máquina não é coisa de hoje. Nenhum governo conseguiu diminuir. A esperança é que Bolsonaro consiga terminar com os “cabides de emprego”. E que este efeito atinja os demais poderes. Já imaginaram quanto será economizado em gastos que muitos consideram supérfluos? Sempre uso como exemplo a prefeitura de uma cidadezinha mixuruca: Paris. Até pouco tempo, tinha em seus quadros registrados 500 funcionários. Eram apenas os burocratas que fiscalizavam os gastos. Qualquer tipo de serviço era contratado por licitação. Então, para que tantos cargos comissionados? Certa feita, um crítico político, gozador, afirmou que se todos os funcionários lotados no Congresso, fossem obrigados a assinar ponto na mesma hora haveria congestionamento de trânsito. Mas não fica apenas nos 23 mil. A limpeza recairá a cerca de 97 mil ocupantes de funções na administração pública indireta. Se aprofundarmos a análise chegaremos a conclusão lógica: Isso obrigará os estados e municípios proceder da mesma maneira. Se as verbas estão curtas, se não há dinheiro disponível, qualquer negociação que vise auxílio federal, terá em seu bojo a exigência da diminuição da máquina. Os estados e municípios que quiserem negociar suas dívidas pedindo reforço financeiro à União, com certeza, terão que se enquadrar no enxugamento da máquina. Cá de longe, fico a torcer que a decisão que está sendo tomada, seja cumprida pelo menos em 50%. Em todos os níveis. E, aqui vai outra análise, em cima desta notícia. Diminuindo o gasto público, sobrará recursos para investimento em infraestrutura. É o que mais tem faltado nos governos. Um dos motivos pelas quais e indústria não tem crescido. Não há energia elétrica suficiente (os apagões estão ai mesmo para provar), não há estradas para escoamento da produção (e isso a imprensa tem mostrado) e a demora para embarque nos portos brasileiros. Tudo isso são provas mais do que suficiente para se defender a diminuição da máquina pública. Indústria e comércio são geradores de empregos. Mas não têm crescido nos últimos anos, pelo menos acompanhando o crescimento de outros países. De longe, alguns dirão, é fácil dar opinião. É verdade. Contudo, quando nos baseamos em decisões anunciadas, é lógico que a análise aflora. E, quando comparamos com as empresas privadas, fica mais fácil ainda. Até o ano quem vem. S.D.Q.     

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