Bagé / RS, Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

Equipe econômica defende privatizações

Eu sei que muita gente é contra privatizações. Eles defendem o direito dos governos tomarem conta da economia. E aqui não vai nenhuma crítica ao pensamento dessas pessoas. São brasileiros com capacidade de opinar. Eles o fazem, ampliando o debate e fazendo o contraponto de quem pensa o contrário. Isso é democracia. O governo eleito tem o direito e a obrigação de tentar equilibrar a economia "em benefício de todos”. Não deve governar para quem o elegeu. Tem que governar para todos. Eu, por exemplo, defendo o estado “mínimo necessário”. E isso não é fundamentado nas ideias da “velha” e surrada direita e esquerda. Isso, para mim, já acabou. Basta olharmos as composições partidárias dos últimos anos, onde os governos eleitos procuraram partidos “radicalmente contrários a seus projetos” para se eleger. A boa política propicia o debate saudável e sem radicalismo. Minha opinião sobre a livre iniciativa comercial é antiga. O governo tem que cuidar de sua parte. Fiscalizar devidamente e cobrar os impostos para aplicar em benefício de todos. Então, embora não concorde com muitas declarações, que considero radicais, não posso deixar de reconhecer alguns projetos que estão se desenhando e serão aplicados pelo próximo governo. Diminuir a máquina pública tem que ser aplaudido. As roubalheiras que quase quebraram o país foram propiciada pelas coligações políticas. Sim, senhores, o cabide de emprego funciona exatamente dentro das empresas públicas. E aí ninguém é de ninguém. Cada um quer sua parte no “espólio” e não está nem aí para o rombo que causa nas finanças públicas. Pois bem, a equipe técnica do novo governo tem anunciado, aos quatro ventos, que vai privatizar. Vai iniciar pelas empresas deficitárias, quase a totalidade. O governo não tem competência e nem é sua função disputar o mercado. Eles têm que disputar o mercado internacional, tentando vender nossos produtos e arrecadar impostos para aplicar em sua atividades-fim: Saúde, Educação e Segurança. Então, está me agradando, não tem nenhuma demonstração de “adesão” político/partidária. Contudo, apenas reconhecimento de decisões que irão ajudar o Brasil a crescer. Sobre privatizações, após o retorno à democracia, todos os governos que assumiram, sem exceção, privatizaram. Qualquer empresa privada que não consiga se sustentar fecha as portas. As empresas públicas recorrem ao tesouro para bancar seus prejuízos. Atualmente, 18 empresas públicas consomem R$ 15 bilhões por ano, do caixa do governo, para tapar seus furos. Essa quantia, que será economizada com as privatizações, resolverá alguns problemas em áreas prioritárias. Para se ter uma ideia, vejam algumas empresas que foram privatizadas após a volta de governos eleitos pelo povo. Collor privatizou cerca de 18 empresas públicas, entre elas, a Usiminas. Itamar vendeu a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e a Embraer. FHC tocou adiante o Sistema Telebras, a Eletropaulo, a Vale do Rio Doce e o Banespa. Usando o “apelido” de concessão, Lula entregou à iniciativa privada rodovias federais e hidroelétricas. Dilma Rousseff continuou o trabalho de Lula, com as rodovias e agregou aeroportos, portos e ferrovias. Todas as empresas privatizadas estão dando lucro e rendendo impostos. Se estão em débito não é por falta de dinheiro. É porque não são devidamente cobradas. Justamente o que seria a parte do governo. Portando, faltou gestão. Ou desinteresse motivado por outras causas. Apenas vou dar um exemplo: se a Embratel (sistema Telebras) não fosse privatizada, o cidadão comum teria acesso ao moderníssimo celular? Ou a uma linha telefônica? A internet nas praças à disposição de todos, era algo inimaginável. Isso tudo foi propiciado pelas privatizações. Então, minha posição é que o governo tem que fiscalizar e cobrar o que nos pertence. Sim, os impostos são pagos por toda a população. E os “gerentes”, eleitos por nós, têm a obrigação de fazer sua parte. É essa a impressão que tenho ao escutar declarações da área econômica. Como sou muito “nojento” e metido, transcrevo a opinião do filósofo grego Aristóteles: "O que é comum a muitos é o que recebe menos cuidados, porque todos têm maior preocupação com o que é seu do que com aquilo que possuem em conjunto com outros”. Aliás, o próprio Bolsonaro foi eleito sem grandes composições partidárias. O povo estava cansado de trabalhar, ajudar a pagar impostos e ver o dinheiro desviado em benefícios de partidos e suas lideranças. E aqui é quase generalizado. Então, só espero que o novo governo tenha força, vontade política para terminar com a reeleição, composições partidárias e muitas mordomias que a maioria da classe política se beneficia. Concordam ou não?  

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