Bagé / RS, Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

A guerra entre o bem e o mal

Os extremos se aproximam igual a uma ferradura. É a velha política praticada no século passado. A frase foi usada para enfatizar que o radicalismo é uma das causas do atraso e resquício da ditadura. E isso aconteceu aqui mesmo em nossa “taba”. Políticos da antiga, da direita e esquerda, ao prestarem declarações, o faziam com “cuspe” no canto da boca. Este tipo de prática, dita política, está começando a ganhar asas após a eleição. O programa “mais médicos” que tanta discussão aconteceu quando implantado, é a bola da vez.
  Em tópicos: vamos agilizando a memória O Brasil sempre teve dificuldade para contratar médicos pelo sistema de saúde. Primeiro, porque não tínhamos médicos suficientes, segundo o governo afirmava. Este argumento era e é contestado pelos representantes da classe médica. Eles davam como prova que a remuneração não era suficiente. Os médicos brasileiros teriam que fazer concurso público e a remuneração não condizia com as exigências impostas pela lei brasileira. Além disso, teriam que passar por “aprovação” de sua competência, o que não era exigido para os médicos que viessem do Exterior. E isso todo o brasileiro atento aos fatos, deve lembrar.
  A remuneração dos médicos estrangeiros            Na época, o governo brasileiro ofereceu R$ 10 mil para quem viesse trabalhar no Brasil. Não houve problema com nenhum profissional de países da América do Sul, que, até hoje, seguem prestando seu serviço. Contudo, com Cuba foi pauta de discussão no Congresso e na mídia brasileira. O debate foi estabelecido porque o governo brasileiro pagava direto ao governo cubano, deixando nas mãos dos profissionais apenas 25%, ou seja, R$ 2 500. Outra coisa muito discutida é que Cuba liberava apenas os médicos, seus familiares não. Isso, segundo os contrários ao sistema, diziam que “era uma garantia para que os profissionais cubanos não tentassem fugir do regime da ilha caribenha”. O congresso brasileiro aprovou o projeto. Na época, o governo do PT havia formado uma base com o apoio do PMDB. Porém, e sempre tem um porém, os adversários políticos do governo brasileiro, críticos ferrenhos da ditadura de Cuba, apelaram até para a Justiça na tentativa de evitar o convênio que seria firmado. Até aqui são os fatos. 
  Deputado Bolsonaro levantou sua voz Quando da implantação do programa “mais médicos” o então deputado Jair Bolsonaro, não só votou contra como protocolou uma ação no STF pedindo a suspensão da Medida Provisória editada pela Dilma. O argumento usado não foi aceito pelos ministros do Supremo. O programa era complexo e suas exigências aos médicos estrangeiros não eram as mesmas para os médicos brasileiros. Precisaria um amplo debate, inclusive, com a classe médica nacional para que fosse implantado. Portanto, sua declaração atual segue a mesma linha de quando era deputado: “Aplicação de teste de capacidade e salário integral aos profissionais cubanos”. A reação do governo cubano foi imediata.   Cuba oficializa saída do programa Essa decisão de Raul Castro já era esperada durante a campanha eleitoral. Para quem observa os fatos, caso Bolsonaro fosse eleito, e baseado em suas atitudes enquanto deputado, alguns segmentos já esperavam a reação do governo cubano. Bolsonaro, apenas antecipou e deu motivos para que Cuba se manifestasse agora. O que afirmou Castro: "Não é aceitável que se questionem a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, atualmente prestam serviços em 67 países. Em 55 anos, foram cumpridas 600 mil missões internacionais em 164 nações, das quais participaram mais de 400 mil trabalhadores de saúde, que em não poucos casos cumpriram essa honrosa tarefa em mais de uma ocasião".
  A bem da verdade, o problema foi solucionado Eu tomo por base o funcionamento do atendimento à saúde em Bagé. Os médicos que para cá vieram, além de praticamente terminarem com as reclamações, estão inseridos na sociedade bageense. Se você pesquisar chegará a conclusão que o atendimento pode ser avaliado como “antes da chegada dos médicos estrangeiros”. Isso é uma coisa. Agora, onde entra o radicalismo, é claro que se pode esperar o pior a partir do rompimento do convênio. A não ser que o novo governo possa suprir a saída deles com médicos de outros países. Os brasileiros, pelo que se observa em decisões tomadas anteriormente, não aceitam a remuneração e muito menos as exigências que não são aplicadas aos estrangeiros. Que o cidadão não sofra as consequências é o que mais desejo. Concordam ou não?  

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