Bagé / RS, Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

Pode demorar, mas um dia acontece

    Há um ditado popular que explica bem sobre o tema que abordo hoje. Você pode enganar alguém por um bom tempo, mas não enganará todos para sempre. O sentido é este. A série de reclamações sobre a urna eletrônica, antes embasada apenas em especialistas em segurança, como Brunazzi Filho, que tive o prazer de entrevistá-lo por três vezes no Visão Geral Rádio, está crescendo ano a ano. Sempre em véspera de eleição. Ou com reclamação de perdedores que pedem recontagem de votos. Foi o caso de Aécio Neves, quando perdeu para Dilma Rousseff. A dúvida sobre a segurança da urna foi levada a público bem antes da eleição, por Bolsonaro. Ninguém deu bola. As autoridades vinham a público para contestar as dúvidas e garantir a segurança da urna. Agora o “bicho pegou” e as dúvidas estão se esparramando pelo Brasil inteiro, com reflexos na imprensa internacional. No domingo, a presidente do TSE, Rosa Weber, acompanhada do ministro Raul Jungmann, da Segurança Pública, chamou uma coletiva na imprensa para declarar: “As regras do jogo devem ser respeitadas”. Eu também acho. Quando as regras são claras e não deixam dúvidas. Não é o caso da urna eletrônica, onde o cidadão que vota não “tem certeza que seu voto foi lançado para o candidato que ele votou”. Os presidentes do TSE - mudança que ocorre de dois em dois anos -, têm defendido a segurança da urna. Eles se baseiam nas informações dos técnicos do próprio tribunal. Por ser cargos ocupados por profissionais que “prestaram concurso público”, praticamente são os mesmos desde que foi implantado o sistema. E aí é fácil de concluir: Eles sempre afirmaram que a “urna é confiável e segura”. Qualquer informação contrária colocaria em dúvida as últimas eleições. A afirmação da presidente do TSE de que a eleição no primeiro turno “ocorreu dentro da normalidade” dá margem para dupla interpretação. Ninguém, que eu saiba, está contestando a calma e tranquilidade com que ocorreu o pleito. A reclamação é que ninguém sabe se seu voto foi atribuído ao candidato que ele votou. E isso só poderá ser corrigido com a impressão do voto. O TSE e o STF não poderão continuar sendo os “donos da bola”. Isso deveria passar pelo Congresso Nacional. A renovação em 50% do Congresso me dá a esperança de que o tema seja abordado pelos componentes das casas legislativas. É um projeto simples, para quem está de fora, porque vai tratar do "sim" ou "não". Com votação aberta para que a população possa acompanhar o que seus representantes dirão. A pergunta simples: “Querem ou não a inclusão de uma impressora na urna eletrônica?”. Diga-se de passagem que já foram adquiridas 200 mil impressoras que estão paradas e sem serviço. A mobilização da população é grande. Tem muita gente que está se agregando aos “desconfiados do Brasil”. E não é com conversa que vamos reverter a desconfiança. É com atos. É com decisões. Por exemplo, no domingo (21), li declaração de um deputado, Dagoberto Nogueira (PDT-MS) que deve provocar debates sobre o tema. Seu partido tem declarado desconfiança na urna, há um bom tempo. Mas nunca teve maioria para levar a plenário. Como agora o Congresso foi “renovado”, pode ser que alguma alteração possa surgir. O deputado em apreço irá coordenar a Frente Parlamentar Mista pela Contagem Pública dos Votos. Leiam o que ele afirma: "É difícil conseguir fiscalizar as urnas eletrônicas, sem uma conferência, em papel, dos votos. O princípio da publicidade impõe que o eleitor possa conferir o registro do voto. Também os representantes dos candidatos devem poder conferir o conteúdo de cada registro de voto apurado". Creio não ser outra coisa que a cidadania quer. Então, agora mais que nunca, estou convencido de que o tema será debatido no Congresso que assume em 2019. Democracia é alicerçada em confiança nas instituições. “Não basta dizer que a mulher de César é honesta. Tem que provar”. Concordam ou não?   A eleição de domingo é um páreo de mano   Alguns analistas tentam mostrar que o segundo turno “é a luta do bem contra o mal”. Mas sempre foi assim, desde que a democracia voltou ao Brasil. Collor contra Lula. Lula contra Fernando Henrique. Lula contra Alckmin. Lula contra Serra. Agora, Bolsonaro contra Haddad. Cada partido, em defesa de seu candidato, tenta denegrir a imagem do outro. Como os leitores (são poucos mas fiéis) sabem, desde o início, o que mais me preocupava era a renovação do Congresso. Isso aconteceu. Quem ganhar terá que negociar a governabilidade. Pois bem, cada candidato tem seus “gurus”. O candidato que lidera tem no General Mourão seu nome forte. Tem capacidade e, acima de tudo, não se omite em dar opinião. Eu o comparo ao Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil, que negociou a volta à democracia. O Haddad tem como seu “guru” Lula, que está preso, e Jaques Wagner, um hábil político. Ele não queria Haddad. Agora chefia sua campanha. Certo?  

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