Bagé / RS, Domingo, 21 de Outubro de 2018
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

A busca pelos descontentes e indecisos

A campanha eleitoral começa a tomar o rumo esperado por quem acompanha eleições há muitos anos. E não sou só eu que noto a mudança de estratégia que acontece sempre nos últimos dias da campanha. As inúmeras pesquisas eleitorais cada vez mais intensas, servem como base para os ataques finais. Acontece que elas são indutoras de votos dos “indecisos e descontentes”. Até o momento, se quiseram fazer uma análise em cima das pesquisas (todos sabem que eu não acredito nelas) notaram que o número (ou percentual) de indecisos e descontentes chega quase a 50% do eleitorado. Tomo por base, principalmente, os que afirmam que não irão comparecer às urnas. Em alguns estados este número é assustador para quem defende a democracia. Ora bolas, então, a conclusão é uma só: Se eles não comparecerem no percentual que as pesquisas estaduais têm mostrado, automaticamente eles não votarão para presidente e muitos menos para deputados e senadores. Se o percentual de abstenção baixar, não quer dizer que o eleitor votará em todos os cargos a que tem direito. Eleição é isso. Cada partido ou coligação faz a sua leitura e ataca os pontos frágeis de sua campanha. Nos últimos dias, pelo que tenho acompanhado no noticiário da imprensa, o ataque final começou. Alguns “especialistas” em eleição, ao serem arguidos propiciaram a seguinte manchete no Correio Brasiliense de ontem (dia 21): "Marcado financeiro desconfia das equipes econômicas de Haddad e Bolsonaro”. A matéria se fundamenta no seguinte: “os líderes nas “pesquisas” buscam profissionais de credibilidade no meio econômico para eliminar desconfianças sobre seu plano de governo”. Para a economista chefe da XP Investimentos, Zeina Latif,  “o populismo de direita e esquerda (continuam insistindo em direita e esquerda), representado por Bolsonaro e Haddad, tem sido notado após divulgação de cada pesquisa e seus efeitos sobre a bolsa e o dólar. No final, ela afirma algo que sempre enfatizo em meus comentários (que não são técnicos, porque não sou especialista), Leiam: “O fato de a bolsa subir e o dólar cair, cada vez que pesquisas são divulgadas, não pode ser tomado como sinal inequívoco de otimismo ou pessimismo. O mercado vira rapidamente.” Acrescentaria que “os boatos” que lançam na imprensa têm o efeito de “enriquecer ainda mais” quem cuida o subir e descer do dólar e bolsa. Se houvesse a possibilidade de comparação chegaríamos a conclusão que quem compra dólar na baixa é o mesmo que vende ações na alta. E vice-versa. Praticamente 80% do mercado funciona assim. Pois bem, seguindo na análise eleitoral a busca pelos descontentes e ou indecisos está sendo agilizada. No mesmo jornal li uma matéria em que Fernando Henrique Cardoso, sai de seu silêncio e entra em campo. Ele estava quieto, em silêncio, porque foi vencido na convenção e seu candidato João Doria, perdeu para Alckmin. Na eventualidade de perder seu “poder” como presidente de honra do PSDB, escreveu “carta aberta” que seguem a linha adotada por Geraldo Alckmin. Os tucanos vão ao ataque. Enquanto o candidato no horário eleitoral “relaciona o PT e Bolsonaro ao risco de o Brasil se tornar uma nova Venezuela”, Fernando Henrique divulga uma tal “carta aberta” à população. Leiam: “Brasil precisa de liderança que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país. A situação do país é dramática, mas ainda há tempo para deter a marcha da insensatez”. Pelo que li na imprensa nacional, Alckmin segue mesma linha e no programa de quinta-feira bateu forte no PT e PSL, relacionando os dois candidatos à Venezuela, porque teriam elogiado o ditador Hugo Chávez, que foi o criador do atual presidente Maduro. Para encerrar o candidato do PSDB, através da locutora que apresenta o programa do partido concluiu: “É muito triste ver o que um voto errado pode fazer com um país. Mais triste ainda é saber que, aqui no Brasil, o homem que deu início à destruição daquele país, Hugo Chávez tem dois fãs bastante conhecidos”. Para completar o presidente de honra do PSDB, FHC resolveu, pela primeira vez que eu tenha conhecimento, elogiar o governo Itamar Franco, que o convidou para ministro da Fazenda ao afirmar:” foi a “coesão política” no governo Itamar Franco (1992-1994), que permitiu o país sair da crise política pós-impeachment e conter a inflação. Hoje, a fragmentação política e social é ainda maior. Ante a dramaticidade do quadro atual ou se busca a coesão política, com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague ou o remendo eleitoral da escolha de um salvador da pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política”. Palavra de quem criou, abaixo de benesses, a reeleição no Brasil. Para mim, uma das principais culpadas do que estamos presenciando. Lembrei de um ditado popular: Agora, mas que nunca, guerra é guerra.

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  • 11/10/2018 - Política

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  • 10/10/2018 - Política

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Sol e vens continuam seu caminho unidos em leão ainda motivando seu coração. Lua e mercúrio em virgem melhoram as relações de trabalho e possibilitam acordos de negócios. planos e projetos em alta.

Touro

Mercúrio e lua em virgem e ainda seu regente unido ao sol em leão abrem espaços em sua vida para um novo amor entrar. Se já for comprometido, melhora sensivelmente seu relacionamento. Finanças em alta.

Gêmeos

Seu regente entra em virgem e sua capacidade intelectual e mental aumentam sensivelmente. A fase é ótima para rever assuntos relacionados à sua família ou a questões domesticas. Comunicação em alta.

Câncer

Venus e sol unidos em leão continuam trazendo benefícios à sua vida financeira. O momento é ótimo também para pequenas viagens e assuntos de trabalho relacionados à comunicação. Amor em fase neutra.

Leão

Venus e sol em seu signo continuam agindo positivamente em sua vida, especialmente a amorosa e financeira. Mercúrio unido à lua aumenta ainda mais as possibilidades de bons acordos de negócios e ganhos financeiros.

Virgem

Mercúrio e lua em seu signo melhoram o astral que anda meio baixo, com queda de energia. Procure relaxar e manter-se protegido de ambientes e pessoas carregadas. A fase é ótima para acordos comerciais e a comunicação.

Libra

Mercúrio e lua em virgem derrubam sua energia, apesar das demandas sociais. A fase é ótima para a reflexão e a meditação. Seu regente unido ao sol em leão abrem portas para novos contatos comerciais.

Escorpião

Mercúrio e lua em virgem mobilizam sua vida social e amizades neste período. Venus e sol unidos em leão ainda beneficiam sua carreira e vida profissional. A fase é ótima para a comunicação e novos contratos.

Sagitário

O sol e Venus em leão continuam ativando seus estudos e as viagens podem se tornar seu foco neste momento. Carreira e vida profissional em alta, com possibilidade de novos projetos ou propostas de trabalho.

Capricórnio

Mercúrio e lua em virgem aceleram seus projetos e planos futuros e assuntos relacionados a viagens longas e contato com estrangeiros. Fase de grande otimismo e espiritualidade renovada. Amor em alta.

Aquário

Venus e sol em leão continuam mobilizando contatos e parcerias e melhorando seus relacionamentos afetivos e de amizades. A fase é das melhores. Cuidado apenas para não se deixar levar por pensamentos negativos.

Peixes

O trabalho continua sendo beneficiado pela passagem de Venus e do sol pelo signo de leão. Mercúrio e lua em virgem mobilizam seus relacionamentos pessoais e parcerias comerciais. Amor em alta.