Bagé / RS, Terça-feira, 23 de Outubro de 2018
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

Estratégia óbvia não precisa explicar

No domingo, os jornais deram ampla cobertura à primeira manifestação pública, ao vivo, direto do leito da CTI, do candidato Bolsonaro. Foi via internet e tendo em frente ao hospital um bom público que gritava seu nome. O número de participantes não foi divulgado pela imprensa. O título da matéria: “Para onde está indo o Brasil?” Apenas para ratificar a opinião que externei logo após a “tentativa de assassinato” sofrida pelo candidato do PSL. Afirmei neste espaço: ele não precisa participar de programa político e muito menos de debates. O povo gosta de votar em vítima. A maioria da população brasileira é ordeira e não aceita violência. Quanto a ser vítima, diferente de Lula que foi condenado pela Justiça, ele está sendo considerado porque a população é contra a violência. E não interessa se ele “provocou” a situação, pelas suas declarações anteriores, antes mesmo de ser candidato, dentro do próprio Congresso Nacional.  Ao mesmo tempo acabou provando a boa parte do eleitorado que seu projeto de governo está certo. Combater o crime com a força das armas. Ou como ele mesmo sempre afirmou, com “autoridade”. No início da declaração assim se pronunciou: ”Muito obrigado pelo apoio, carinho, considerações e confiança.". Após o agradecimento a cidade de Juiz de Fora, á Santa casa e seus médicos que segundo ele “salvaram sua vida” entrou no tema político. Leiam com atenção: "O que está em jogo não é o meu futuro. É o futuro dos 220 e poucos milhões de brasileiros. Para onde está partindo o Brasil? E isso diz respeito até a você que apoia o PT". Foi uma declaração forte que, ao mesmo tempo, mostra que seu discurso vai mudar. Ou já mudou. Não precisa fazer muito esforço para entender que ele foi vítima daquilo que ele combate há muito tempo: a violência. Dá a impressão de que ele tem agora uma equipe que está comandando sua campanha. É claro que, para qualquer observador, a “facada” sofrida servirá de comprovação de que ele tinha razão quanto à violência. Alguns entrevistados já abordaram o tema. O povo quer segurança. Bolsonaro quer combater a violência com as mesmas “armas” que os bandidos causam a insegurança. Alguns eleitores, taxados de indecisos, poderão se decidir. É a estratégia a ser seguida e que começou com sua declaração publicada pela imprensa. Quem está comandando, a partir de agora, sua campanha eleitoral? Minha dúvida chegou ao fim.  

PSL quer contratar marqueteiro americano
A intenção é reduzir a rejeição. Todos focam o sucesso ou insucesso nos percentuais de rejeição. Como tenho opinião diferente, acredito que a rejeição está diretamente ligada aos percentuais conquistados pelos opositores. Pois bem, a intenção dos líderes da campanha de Jair Bolsonaro entendem que o grande inimigo do candidato é a rejeição. Foram em busca de Arick Wierson, que participou da equipe que elegeu o prefeito de Nova York, cujas ideias são semelhantes às externadas pelo candidato do PSL. O contrato com o americano ainda não foi assinado, mas as negociações começaram a evoluir após o atentado. Segundo a notícia que li no Correio Brasiliense, mesmo sem contrato firmado, ele tem sugerido alternativas para melhorar a imagem do Jair. Ele tem aconselhado os dirigentes para que a permanência no hospital se alongue por mais tempo, de preferência até o segundo turno. É sinal que os dirigentes partidários tem como certa a chegada de Bolsonaro ao segundo turno. Alguns direcionamentos já estão sendo colocados em prática pela equipe do presidenciável, entre elas, a de transformar a imagem dele para uma versão mais “branda e democrática”. Aí que está, para mim, o erro. E é simples a conclusão. Sua campanha inicial baseou-se em ter assumido uma postura “radical”, não deixando dúvida sobre sua conduta, caso venha a ser o escolhido. Não é o marketing que mudará sua imagem. Ela já está formada e seus adversários estão usando como “cavalo de batalha” contra suas ideias. Não se muda imagem e nem opiniões de uma hora para outra. Aqui vai o recado para quem acredita em pesquisas (não é meu caso): se suas ideias o levaram a ser o segundo colocado contra Lula e agora assumiu a primeira colocação, qual o motivo para mudança de estratégia? Ou será que nem seus seguidores acreditam no que dizem as pesquisas? Em um país com 147 milhões de eleitores, quase 50% ainda não está definido. É sinal de que algo está errado. Penso que o “combate ao crime, a ferro e a fogo” lhe dá visibilidade para continuar na mesma linha de conduta. Mudar agora, penso, não seria aconselhável. Ou será que a pesquisa não é considerada confiável? Só o tempo dirá. É a leitura que faço. Concordam?

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