Bagé / RS, Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

O uso das forças armadas para conter greve

Estão caminhando em estrada esburacada, e por isso perigosa, para terminar com a greve dos caminhoneiros. Ao mesmo tempo, usam as forças armadas, não com a intenção de coibir os abusos que contrariam a lei, mas com o objetivo de terminar com a greve. O presidente Temer entende que “o governo fez um acordo com os caminhoneiros, mas a insistência deles em fechar estradas o levou a tomar medidas mais enérgicas. A situação saiu do controle. O governo precisa mostrar à sociedade que há um poder constituído e que não tolera abusos. Na noite de quinta-feira (24/05), o Palácio do Planalto fechou acordo com os caminhoneiros para que a greve fosse suspensa imediatamente. Porém, os protestos continuam, causando enormes transtornos à população”. Só o que até agora não foi dito e que espelha a realidade é que alguns abusos foram cometidos por alguns membros dos caminhoneiros. Eles estão interrompendo as rodovias. E isso a lei não permite. O direito de ir e vir deve ser respeitado. Então, deram respaldo ao governo para solicitar, via judicial, o desbloqueio das estradas. A Justiça acatou e determinou que a Polícia Rodoviária usasse a força, se o caso exigisse para garantir o direito dos demais em transitar livremente. Pois bem, até o meio-dia de ontem, sexta-feira, foram suspensos os voos de Brasília por falta de combustível. Paralisou o aeroporto de Brasília. Muitos deputados e senadores não conseguiram sair da capital federal. Alguns mais “vivos” conseguiram viajar antes de faltar o combustível. Um deles Eunício de Oliveira, presidente do senado. Muito criticado por um dos dirigentes de uma federação que tem sob seu comando 700 mil caminhoneiros e que se retirou da reunião com o governo, antes de terminar, porque não concordou com a proposta apresentada. Ele afirmou que a Câmara cumpriu seu papel e colocou a proposta em votação. Contudo, Eunício teria se negado e viajou para seu estado. No Aeroporto, informou a imprensa que o tema seria colocado na pauta de votação na próxima semana. Já pensaram se a greve se prolongar até segunda-feira, como fará o presidente do Senado para retornar a Brasília? Não se preocupe, ele dá um jeito. Os caminhoneiros que trancam as estradas na capital federal, “permitiram” que quatro ou cinco caminhões carregados de combustível passassem. E isso porque o combustível seria para continuar o funcionamento da limpeza pública, da saúde e das forças de segurança. Como se sabe, as forças de segurança são formadas pela Polícia Rodoviária, Polícia Militar e o Exército. O governo tenta passar à população que está atuando. Não seria mais fácil baixar o combustível? 10% sobre o diesel foi considerado muito pouco pela maioria dos grevistas que querem também outros impostos reduzidos. O governo afirma que os 10% servirá para baixar os preços do óleo diesel. E que a perda da Petrobras, avaliadas em 350 milhões seria paga pelo tesouro à companhia. Esta é a perda avaliada, pelo governo, nos 30 dias de desconto. Então, não precisava que o tesouro, ou seja, nós, recolhedores de impostos, pagasse a Petrobras pelas perdas. Só nos primeiros três meses deste ano, o lucro da companhia foi de R$ 7 bilhões. Então, ela tem caixa suficiente para bancar as “possíveis perdas” do tal acordo firmado. Com certeza, se a greve continuar por mais alguns dias, o desabastecimento acontecerá. E aí leitores, os preços de tudo o que for consumido, subirão às alturas. É a velha lei da oferta e procura. Procura alta, oferta baixa, sobem os preços. E até aí o governo sai ganhando. O bolo nacional arrecadará mais por conta da inflação. Outro dia, neste mesmo espaço, comentei sobre a queda na arrecadação. O principal fator, ao meu ver, foram as vendas que baixaram, propiciando a concorrência salutar entre os comerciantes. A inflação anunciada, 3%, não tinha a participação do governo que, preocupado com as denúncias que pesam em seus ombros, nada havia feito para que a inflação baixasse. Era apenas efeito de 13 milhões de desempregados e do consumidor, ainda empregado que passou a priorizar suas compras. Seu consumo. Contrastava com o governo, que no mesmo período aumentava o combustível em 57%. Qual a participação do governo no controle da inflação? Ao contrário, se o combustível não tivesse sido onerado nossa inflação quase atingiria a “deflação”, mais nociva, é bem verdade, do que uma inflação propiciada pelo mercado. Quanto menos o governo legislar sobre as regras de mercado, melhor para todos nós. A greve atual é culpa do próprio governo. É a opinião que tenho expressado, baseado apenas na lógica da economia. A parte que compete ao governo, que é o inchaço da máquina pública, ao invés de diminuir, aumentou. Recebeu menos e gastou muito mais. Basta ler os números dos indicadores econômicos. O exemplo que a população tem dado, gastar o necessário para sua sobrevivência, não serviu de parâmetro para os economistas oficiais do governo. Concordem ou não. Certo? 
 
 

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