Bagé / RS, Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

Saiu a primeira pesquisa após prisão

Neste imbróglio eleitoral, mais um, quem vai sofrer bastante são os institutos de pesquisas. Como os leitores sabem, porque trato de deixar claro, pesquisas são um alto negócio par quem as promove. Vendiam caro seu trabalho, o que não critico pela importância que boa parte do eleitorado dava a seus percentuais publicados. Serviam como parâmetro para boa parte da população. Para quem gosta de votar em “quem está na frente” serve como parâmetro. O primeiro problema enfrentado pelos institutos é exatamente a quantidade de pré-candidatos. E para isso a prisão do Lula está colaborando. Cada um dos candidatos que estão por aí lançados buscam conquistar os votos de Lula. Bolsonaro seria o oposto de Lula e como tal está sendo denunciado pela Procuradora da República ao STF. Raquel Dodge quer inviabilizar sua candidatura. Para mim já está inviabilizada porque seu eleitorado é composto pela ala mais forte da antiga direita que, no decorrer dos anos, não obteve voto suficiente para chegar ao segundo turno. Tanto é verdade que, em minha cabeça maluca, não conto com a permanência de sua candidatura à presidência. Me baseio apenas em um fato, cujo filme já passou em meu cinema: político nenhum quer ficar sem mandato. Então, creio, na última hora, ele poderá ser candidato a deputado, senador ou governador pelo Rio. Ainda mais agora que correm alguns processos contra ele e, caso não se eleja, vai cair nos braços da Justiça Federal. Perderá, como outros, o foro privilegiado. A não ser que o Supremo, que já tem reunião plenária marcada para o dia 2 de maio, resolva mudar a Lei. O outro fator que está preocupando os institutos é a falta de dinheiro. Pelo menos, o dinheiro legal. Aquele dinheiro que tinha “procedência duvidosa” está escasso. Os patrocinadores, a maioria deles, estão presos.  Mas, sei, têm muitos políticos que guardaram dinheiro de propina para financiar suas campanhas.  Terão dificuldade em comprovar gasto maior do que o permitido por Lei. Faltando dinheiro, a “guerra” entre os institutos de pesquisas diminuirá. Aquele famoso jargão, dois para cima ou dois para baixo, tende a não cumprir mais o seu objetivo. Afinal de contas, são 10 milhões de votos que servem apenas para os institutos afirmarem que suas previsões estavam certas. Mas não estavam, como os próprios números constatam. A quantidade de pré-candidatos atual já mostra a possibilidade de quem tem ou não tem votos. Mas o que começa a ser enfatizado pelos “especialistas “ políticos é que são 21% dos entrevistados que afirmaram votar em branco ou anular seu voto. Aí tive que recorrer a eleição de 2014. Sabem o percentual de votos brancos, nulos e abstenção, que ele não contam na pesquisa atual? 28%. E isso não é pesquisa: é a realidade da última eleição para presidente. Qual então a “surpresa”? Essa é a razão para que eu comente algo em que “não acredito” Pesquisa eleitoral. Ou sigo com minha opinião: “quem paga, manda”. Quem tem dinheiro, lícito, para pagar os institutos? Eis a questão. Certo? 
     
Próxima eleição é uma incógnita
Tenho verdadeira ojeriza em tentar opinar sobre fatos sem substância. Gosto de me basear em fatos reais. A velha rixa entre direita e esquerda, deixou de existir, após a união entre Lula e Sarney, que propiciou o nível atual de corrupção. Hoje o que existe é a busca de votos do eleitor “que vota em branco, anula o voto e vai se abster de votar”. Para tal, as composições partidárias deverão acontecer, como sempre aliás, após o primeiro turno. Cada ave irá “deitar em seu ninho”. Pelo andar da carruagem, o time do Temer está “montando” seu esquema e para tal não tem limites. Rodrigo Maia não vai querer perder seu foro privilegiado. Não será candidato a presidência, mas sim a deputado, senador ou governador do Rio. Vai depender do que decidir Bolsonaro. Deverá se unir ou ao Temer ou Alckmin. Quem estiver com mais possibilidade de chegar lá. Álvaro Dias, este sim, não precisa se preocupar porque está no primeiro mandato de senador, reeleito que foi em 2014. Não perde nada. Continuará por mais quatro anos como senador. Está em um partido novo e necessita construir uma base maior no legislativo. Marina Silva diz que não quer, mas quer conquistar alguns votos do Lula. Vai para a briga. Pelo que estamos observando pode haver, mais adiante, uma união entre as “ditas” esquerdas e direitas. No segundo turno é certo. Mas, creio, isso pode acontecer já no primeiro turno. Ninguém quer ficar fora do governo que assumirá em 2019. Para tal tem que se unir com o mais provável vencedor. Tanto de um lado quanto do outro. Vai de depender de nós, eleitores. Não vote em branco. Não anule seu voto. Não deixe de ir votar. Minha preferência? Não repita seu voto em quem foi denunciado. Concordam?

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