Bagé / RS, Sábado, 17 de Fevereiro de 2018
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

O contraponto respeitável do Dr. Abero

Em edição passada, já nas últimas linhas da coluna, comentei a nomeação de Fernando Segovia para a direção da Polícia Federal, nomeado pelo Temer (se diga de passagem, seu pleno direito). Naquele dia, como não sabia de onde havia saído o delegado, deixei de lado a indicação de quem partiu. Portanto, como li na imprensa, foi por indicação do núcleo duro de governo. Posteriormente, pesquisando, alguns órgãos de imprensa informaram ser o delegado maranhense. Outros já foram direto anunciando que “por indicação de Sarney”. Como não tenho muita dificuldade em atribuir a Ribamar qualquer movimento que vise salvar alguns corruptos da mão da Justiça, e fundamentado em tudo que se sabe sobre sua influência em governos passados, não me foi difícil a conclusão. Acontece que não esqueço sua participação, junto a Fernando Henrique e Gilmar Mendes, quando Marco Aurélio Melo, por medida liminar, afastou Renan Calheiros da presidência do Senado. As forças em apreço se uniram e cassaram a liminar em tempo recorde. Nunca discuti o mérito jurídico da decisão. Apenas, comparei com decisão anterior que cassou Eduardo Cunha, após ter servido aos interesses de quem queria assumir o poder. Como acho que a lei deve servir como parâmetro a todo tipo de decisão, é claro que abordei o tema mostrando dois pesos diferentes. Mas isso é opinião de um leigo que acredita na lógica de qualquer decisão. Nem todos pensam iguais, o que faz parte da democracia. Os que querem e torcem, pela limpeza geral na política brasileira, também podem diferir em interpretação dos fatos que ocorrem diariamente em decisões políticas. Não só podem como é salutar para que a cidadania embase sua opinião. No caso em apreço, afirmei que, agora, o grupo liderado por Temer estaria com a “faca e o queijo na mão”. Com a procuradora da República e o diretor da Polícia Federal, à mão, “novas denúncias, após investigação, não aconteceriam tão seguidamente”. Porém, os casos já encaminhados ao Judiciário, principalmente à Justiça federal, já formatadas as denúncias e os processos em pleno andamento, em fase de interrogatório dos denunciados, presos ou não, estes não sofreriam solução de continuidade. Desde o primeiro momento em que a expectativa da imprensa pela troca de Janot, declarei em rádio e neste espaço: A Polícia, a Procuradoria e a Justiça federal, já têm em mãos tudo o que precisam para dar andamento aos processos. Minha opinião continua em pé, respeitando as demais. Como sempre o faço, gosto de publicar a opinião do dr. Abero, não sem antes solicitar sua permissão. Eis sua opinião que transcrevo na coluna de hoje.    
“Admitindo-se que o delegado Fernando Segóvia fosse vassalo de José Sarney, coisa que nada me autoriza a imaginar, colocá-lo à frente da Polícia Federal equivaleria, para meu fraco alcance, ao que se fazia em Roma com os cristãos quando jogados aos leões nas arenas. É de uma inconsequência própria de quem ainda desfruta do verdor da existência acreditar que uma peça, ainda que posta no cume de uma instituição, possa reverter onda de fragor revolucionário já penetrada nos mais íntimos recônditos de todos os segmentos da nação. O que comumente se observa em tais casos é exatamente o oposto do almejado: a criatura, sob pressão do clima hostil ao papel que lhe foi confiado, volta-se contra o criador, e tudo faz para tornar visível seu grau de isenção.
Não faz muito onda igual criou-se em torno da escolha da titular da PGR. O alarmismo circundante encarregou-se de disseminar sombrias expectativas a respeito do desempenho da senhora Rachel Dodge, que, felizmente, vão se dissipando no passar dos dias.
Ingênuo seria descartar, obviamente, que tenebrosos pensamentos tenham preenchido as mentes de ministros como Eliseu Padilha, Moreira Franco e, possivelmente do próprio presidente. Se tal aconteceu entraram em soleníssima roubada. Muito mais prudente seria aprovar nome totalmente afinado com a repressão ao crime, para, quando mais não fosse, não piorar as coisas”. 

Atenção aos patrulheiros
Não estamos em conflito e muito menos competindo. Mesmo porque a diferença cultural, técnica e de leis, é abismal entre o dr. Abero e este escriba. Eu não me atreveria, porque não me considero ”burro de um tudo”, sabendo, com sei de minhas limitações, debater com ele. Estamos exercendo o direito de externarmos opiniões diferentes sobre o mesmo fato. Para quem não está acostumado com a democracia e sua essência, eis um de seus pequenos exemplos. Concordem ou não?
 

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Mercúrio e lua em virgem aceleram seus projetos e planos futuros e assuntos relacionados a viagens longas e contato com estrangeiros. Fase de grande otimismo e espiritualidade renovada. Amor em alta.

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