Bagé / RS, Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

Reforma foi sancionada com vetos

Michel Temer, e sua equipe, pode ser taxado de tudo, menos de burro. O texto aprovada da dita “reforma eleitoral” foi previamente elaborado entre sua equipe e sua base. Mas pouco atingirá os candidatos da próxima eleição, no que diz respeito a suas possibilidades de reeleição. Ficou tudo como d’antes no quartel de Abrantes. Na última hora, os legisladores jogaram para 2020 a “proibição de coligações” para cargos proporcionais. Ou seja, a coligação para deputados estaduais, federais e senadores continuará valendo. Os grandes partidos conseguiram o que queriam. Para mim, previamente combinado com a base, o texto que determinava a mudança já na próxima eleição, só terá validade a partir de 2020. Vai cair no colo das câmaras municipais. O que não deixa de ser um avanço da democracia. Agora, que foi jogada ensaiada, como tantas outras que vimos presenciando nos últimos anos, lá isso foi. O grande movimento anticorrupção deixou 40% do Congresso, com seus nomes, na rua da amargura. E isso poderia pesar bastante nos candidatos àa reeleição, caso não fosse possível a coligação. O mais importante para eles foi aprovado e sancionado pelo Temer: recursos públicos para os partidos. Como os grandes empresários estão fora de cogitação, eles precisavam que nós, o povo que paga imposto, financiasse mais um pedaço de suas campanhas milionárias. Agora tem o outro lado que pode pesar contra os corruptos denunciados, respondendo ou não processos no Judiciário, que são as redes sociais. Eles queriam dificultar a divulgação de suas falcatruas. A imprensa em geral gritou forte, com nota oficial, sobre o que considerou “censura”. Temer não quis se complicar e vetou o artigo. Mais um gol, forçado é bem verdade, em favor da democracia. Isso prova que quando a imprensa quer, tem força para reverter intenção de modificar a liberdade de trazer a publico tudo o que acontece no país. Não foi nenhuma reforma, foi um remendo. Mas, para quem não tinha nada, já é alguma coisa. Embora, outra vez, tenhamos que pagar campanhas eleitorais com dinheiro de nossos impostos. Resta a nós, eleitores, mudar o sistema e não repetir voto em quem foi denunciado. Mesmo que não tenha sido julgado. Concordam?    

Está provado: bandido não cai sozinho
O velho adágio popular, usado há um bom tempo neste espaço, outra vez veio à tona, pela publicação do JB, de um texto no blog de Anthony Garotinho. Para início de conversa o ex-governador é adversário (quase inimigo), do também ex-governador Sergio Cabral, preso há um bom tempo. Os leitores lembram da viagem de lazer propiciada por um empresário, Fernando Cavendish (Dono da Delta), que levou uma comitiva a Paris em seu jatinho. Também deve ter na memória as fotos de todos dançando com guardanapo na cabeça. Muita gente deve ter esquecido a montanha de dinheiro desviada pelo empresário de obras superfaturadas de que participou. Com a dinheirama que ganhou, comprando agentes públicos, esteve preso e hoje está tranquilamente em sua casa. O título de seu blog, enfatizado pelo jornal, é sugestivo e deixa muitas perguntas “picantes”. Uma delas: ”Quem protege Fernando Cavendish?”. Me chamou atenção a tal ponto que fui ler o corpo da matéria publicada nesse domingo. Transcrevo. ”Por que Gavendish não é julgado e nem assina a delação premiada?". Chega a ser surpreendente que, após ter aparecido nas operações Vega, Monte Carlo, Saqueador e Lava Jato, Fernando Cavendish ainda não tenha uma delação premiada homologada. Muito estranho! Aliás, causa estranheza muita coisa sobre Cavendish. Segundo o Ministério Público Federal, em documento que enviou ao juiz da 7ª Vara Federal, Marcelo Bretas, a Delta teve R$ 11 bilhões de faturamento entre os anos de 2007 e 2012, e, desse montante, 96,3% de contratos foram com governos estaduais, municipais e federal. Enquanto a maioria dos empreiteiros levou meses na cadeia - alguns ainda estão lá - Cavendish, embora cometendo crimes confessados, teve uma rápida passagem pela prisão e, desde agosto do ano passado, foi para casa. Outro mistério é que, apesar de ser personagem das obras mais polêmicas em diversos estados, sendo os principais Rio, São Paulo e Goiás, além de empreendimentos do governo federal, espalhados por todo o Brasil, Fernando Cavendish tem apenas uma condenação, que não tem nada a ver com essas operações: desvio de verba em obra na Lagoa de Araruama, na gestão do prefeito de Iguaba Grande, Hugo Canelas. Cavendish conseguiu acabar com uma CPI. E toda a vez que sua delação está próxima de ser homologada, surge o nome de um figurão que ele incluiria. Já ameaçou governadores, prefeitos de capitais, membros do Judiciário. A verdade é que a corrupção mais comprovada em pagamentos de propina foi a dele, quando foi descoberto o “mar” de empresas fantasmas montadas por Adir Assad, Carlos Cachoeira, Marcelo Abud, e outros que apenas emitiam notas frias para que Cavendish pudesse pagar propina a diversas autoridades”. Preciso acrescentar algo? 
 

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