Bagé / RS, Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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João Batista Monteiro Camargo
Coluna: Opinião
Opinião

Uma semana pesada para a sociedade e para o judiciário, precisamos parar de naturalizar a violência

Acompanhamos no decorrer da semana o trágico caso do massacre em Suzano, acompanhamos ainda um avançar na  resolução do caso da morte da Vereadora Marielle Franco  e para finalizar a semana o Júri do caso Menino Bernardo.   Ambos os casos de extrema complexidade. No caso do massacre ficamos a refletir sobre a motivação dos jovens cometerem tamanha brutalidade contra indivíduos indefesos. Nos outros casos também falamos de indivíduos indefesos, contudo com um pano de fundo explicado ainda que injustificado. Marielle afrontava, estava a cumprir seu papel buscando melhorias e reconhecimento e principalmente representando a comunidade que lhe elegeu. Bernardo por sua vez era produto de uma discussão valorada em bens, era objeto de um relacionamento anterior, não aceito pela madrasta e pelo próprio pai.   Todas as trajetórias narradas são impactantes e giram em torno de um grande ponto que é banalizar a violência. O massacre não foi o primeiro e já estamos praticamente naturalizando que vez que outra aconteça, que vez que outra alguém com desequilíbrio de alguma ordem possa sair por aí matando, Marielle não foi a primeira a morrer por ativismo e por ser contrária a ordem vigente nos seus aspectos políticos. Bernardo não foi o primeiro a ser morto por àqueles que tinham o dever de cuidado.    Isso faz com que reflitamos sobre os motivos pelos quais deixamos enquanto sociedade que isso aconteça.
Até que ponto não poderíamos ter evitado a morte do Bernardo se o nosso sistema de Justiça estivesse efetivamente estruturado para que houvesse o acompanhamento eficiente para se conceder uma guarda – em uma Ação de Dissolução que patrocinei, onde um dos objetos da discussão era a guarda e a regulamentação de convivência a assistente social realizou o chamamento das partes ao Fórum, pois não tinha veículo para visitar as casas, ora como saber a condição em que vivem se não se conhece no mínimo o lugar de morada - , se tivéssemos um sistema eficaz que pudesse apurar as denúncias, ainda que vindas de um menino, teríamos no mínimo uma face mais séria que inibiria certamente boa parte dessas práticas. Se acreditássemos na escola como um espaço não somente de aprendizado formal certamente teríamos a atenção a criança de uma forma integral, pensada desde as necessidades mais básicas, com profissionais da psicologia, do serviço social e da educação especial a disposição para uma análise para além do que se aprende – não temos isso nem com os profissionais básicos da educação, que atuam em situação precária, com salários baixos, parcelados inclusive e ainda sem nenhum estímulo. Se nossa política fosse séria e justa certamente não teria ocorrido nenhuma morte por motivos políticos e ideológicos, e teríamos certamente uma sociedade mais justa, sem precisar que ninguém morra e nem que saia do país.
Por mais que achemos todos os culpados, por mais que haja a condenação em largos anos, por mais que deixemos para que aqueles que se mataram paguem lá no “inferno” quando não conseguimos punição aqui,   as vidas ceifadas não voltam e não podem ser somente números e estatísticas.   Precisamos enquanto Judiciário  seguir realizando um trabalho sério para que não haja impunidade sim mas para além e muito além disso precisamos que esses casos sejam exemplo daquilo que não querermos, daquilo que a sociedade não suporta.   Ações por parte dos outros poderes são mais que necessárias, o executivo precisa agir em todas suas esferas para que políticas públicas adequadas minimizem e posteriormente exterminem esse endossar de violência, não através de mais violências mas através da consciência coletiva de que vivemos em sociedade e somos seres – as vezes não- racionais e não animais em estado de natureza. Precisamos que o Legislativo se reconheça como representante do povo e proponha legislação não para termos mais e mais mas para que realmente tenhamos condutas sociais reguladas mediante aquilo que queremos – e não queremos – mas precisamos principalmente parar de naturalizar a violência, parar de endossar toda e qualquer prática que assim faça, e não só deixar de naturalizar mas também falar mais sobre isso.  Armas não são normais, não queremos mais, não existe problema de casal e briga de marido e mulher, agressões não são naturais.  A educação é responsabilidade dos pais/responsáveis? Sim e deve continuar sendo, mas a violência não é a forma de corrigir e educar.  Não podemos aceitar que determinada praça ou parque não pode ser freqüentada à noite porque é violenta, não podemos ter medo de andar em determinadas ruas/horários.   O espaço é nosso, não da violência. Parece surreal e romatizada essa visão, mas talvez tenha sido por sempre pensarmos assim que deixamos a violência chegar ao nível que chegou.   Seguimos...
 
camargojoao@hotmail.com

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O sol e Venus em leão continuam ativando seus estudos e as viagens podem se tornar seu foco neste momento. Carreira e vida profissional em alta, com possibilidade de novos projetos ou propostas de trabalho.

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Mercúrio e lua em virgem aceleram seus projetos e planos futuros e assuntos relacionados a viagens longas e contato com estrangeiros. Fase de grande otimismo e espiritualidade renovada. Amor em alta.

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Venus e sol em leão continuam mobilizando contatos e parcerias e melhorando seus relacionamentos afetivos e de amizades. A fase é das melhores. Cuidado apenas para não se deixar levar por pensamentos negativos.

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